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Mercado de trabalho valoriza secretário de governança qualificado

Com a evolução das práticas de governança corporativa no Brasil, as exigências envolvendo os profissionais responsáveis por acompanhar a observância às normas de governança corporativa dentro das empresas, também cresce. Por isso, atualmente, o mercado está exigindo cada vez mais que os secretários de governança sejam qualificados e certificados.

A demanda surge por parte de companhias que estão estruturando conselhos e também de empresas que estão focando em um profissional de Governança, que cuida da Secretaria, com um perfil mais qualificado. Esse é um dos reflexos do cenário em que cada vez mais empresas brasileiras procuram estruturar seus colegiados. Esse fator deve-se também ao atual clima de preocupação entre as empresas após casos tratados na Operação lava a jato: as empresas entendem que é preciso uma atenção maior à governança, estruturando as áreas de controles, como riscos e compliance.

Inicialmente, o encarregado desse ofício simplesmente registrava os assuntos discutidos e as decisões tomadas durante as reuniões e redigia a ata desses encontros. Essa função antigamente era, inclusive, atribuída às secretárias dos próprios presidentes. Porém, houve uma mudança gradual no perfil desse profissional, que agora não mantém contato apenas com os membros do “board”, mas também atua com diversas esferas de poder da organização. Uma das atribuições do secretário de governança, inclusive, é cobrar de todas as partes envolvidas o cumprimento das decisões firmadas durante as reuniões. Desempenhar esse cargo exige conhecimentos financeiros, compliance, riscos, Regulação com Investidores, legislação – principalmente societário e estratégia. Além disso, ele deve participar da elaboração da revisão do Estatuto, confeccionar os regimentos internos do Conselho e comitês, políticas e código de conduta.

Atualmente, a procura por um profissional qualificado, que se dedique somente à essa atribuição e que agregue conhecimento de governança corporativa e tantas outras já descritas, é alta. Diferente do cenário de alguns anos atrás, quando apenas companhias grandes tinham demanda para essa profissão, hoje mesmo as empresas de pequenos e médio porte, assim como as familiares, necessitam de um secretário de Governança Corporativa na estrutura.

A faixa salarial desses profissionais também comprova o quanto eles são valorizados pelo mercado: seus salários são consideravelmente altos, correspondendo ao nível de atuação e qualificação dos Secretários de Governança Corporativa.

A importância do secretário de governança reside nas atribuições desse profissional, já que sua atuação envolve todo o sistema de governança corporativa. O desenvolvimento de suas competências, principalmente como suporte para intermediar as relações entre conselho de administração e a gestão requer especialização e dedicação, abrangendo um amplo escopo de capacitação técnica, de ferramentas e relacionamentos.

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Qual o campo de atuação do Secretário de Governança Corporativa?

Desde que os conselhos de administração ganharam o mínimo de formalização (com pautas e atas de reuniões), os secretários de governança existem. Essa função popularizou-se ultimamente acompanhando o aumento da preocupação das empresas com a governança corporativa – e todo o desenvolvimento de processos que ela prevê.

O cargo surgiu de maneira simples, resumindo-se a uma pessoa que anotava os temas e as pendências levantadas nas reuniões do conselho. Conforme a disseminação dos princípios e boas práticas das companhias, a função foi se tornando mais profunda e complexa.

As atribuições atuais de um secretário de governança abrangem, basicamente, ser a ponte entre a alta liderança executiva da companhia e o conselho de administração. Mesmo parecendo uma definição simples, o desempenho dessa atividade é extremamente complexa. Essa tarefa envolve circular, conversar e cobrar diretores e até o CEO da companhia. A ele é atribuída a responsabilidade de assegurar que os documentos prometidos nas reuniões de conselho sejam apropriadamente preparados e entregues a quem se deve dentro dos prazos estipulados.

Devido à responsabilidade atribuída a esse profissional, o secretário de governança reporta-se diretamente ao presidente do conselho. O apoio oferecido por ele é altamente tão importante e qualificado que ele deve ter liberdade para fazer seu trabalho dentro do ambiente do Conselho e fora dele.

O perfil do profissional que ocupa esse cargo deve agregar habilidade relacional e maturidade para lidar com diversos profissionais com poder de decisão. Dessa forma, é preciso que ele consiga desempenhar suas funções sem criar dificuldades de cunho pessoal, já que cuida das questões que o Conselho deliberou e garante que sejam cumpridas na gestão.

No cenário atual, a maioria dos secretários de governança são advogados, graças às sua facilidade de escrita e entendimento. Profissionais da área de finanças também estão entre esses profissionais. Porém, essas formações não constituem requisito para atuar nesse campo, pois esse profissional pode ser formado em outras áreas. A compreensão da importância do cargo é tão importante quanto a formação. Mesmo parecendo secundário, os secretários de governança são vitais para que as reuniões do conselho tenham um papel efetivo e relevante sobre a gestão.

Se você se interessou por esse cargo e tem o perfil adequado para desempenhar essa função, o próximo passo é qualificar-se com um curso de Secretário de Governança. O mercado de trabalho está cada vez mais exigente para essa função, já que sua atuação envolve todo o sistema de governança corporativa. O desenvolvimento de suas competências, principalmente como suporte para intermediar as relações entre conselho de administração e gestão requer especialização e dedicação, abrangendo um amplo escopo de capacitação técnica, de ferramentas e relacionamentos.

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O que conselheiros precisam saber sobre os riscos cibernéticos?

A ameaça com problemas cibernéticos é uma realidade no mercado e põe em risco o recurso mais precioso: a informação. Esse é um ponto determinante para a sobrevivência das instituições e o tema não deve ser trabalhado apenas pela Tecnologia da Informação (TI), mas também por meio de uma governança corporativa consciente e responsável. O Conselho de Administração desempenha um papel de extrema importância nesse combate, que deve ser atacado de maneira sistêmica. É um trabalho educativo, de informação, conscientização e capacitação, que inclui a mudança da cultura e o modo como a gestão é feita.

Mesmo que as empresas tenham tecnologia de proteção ou sistema antivírus, a  maioria não capacita os colaboradores quando se trata de segurança de informação. Pesquisas apontam que a maior parte das violações são resultado de erro humano, e que apenas 27% das empresas pesquisadas contam com um plano de resposta à essas violação. Quando o tema é se o Conselho da organização adota medidas preventivas, apenas 15% dos colaboradores dessas empresas responderam que sim.

Muitas empresas realizam um evento anual, ou uma palestra, onde a presença não é obrigatória, e os chefes geralmente não comparecem. Entretanto, normalmente, o maior nível de conhecimento de informações confidenciais da empresa está nas mãos dos executivos de alto escalão. E por isso mesmo eles deveriam ser os primeiros a ser conscientizados sobre os riscos cibernéticos.

O nível de consciência do Conselho sobre segurança cibernética é, logicamente, maior em empresas que estão mais vulneráveis devido às atividades que exercem. Mas no geral, a adoção de um conjunto de práticas sólidas para o Conselho acompanhar os riscos cibernéticos ainda é pouco disseminado, e na área da gestão, ainda é um assunto emergente.

Entender que a responsabilidade pelo risco cibernético ultrapassa apenas o CISO ou o CIO é o primeiro passo. Esse assunto deve ser o centro de uma conversa estruturada e permanente de negócios, relacionando-se à alta liderança e com sólida compreensão dos riscos e das ameaças. Os conselhos precisam, cada vez mais, exigir da administração o alinhamento entre os investimentos e iniciativas de transformação digital e a avaliação dos potenciais riscos cibernéticos e da proteção da privacidade de dados.

O Conselho precisa criar políticas e diretrizes relacionadas ao tema e estabelecer um conjunto de ações, como estimular a conscientização de executivos e colaboradores, garantir existência de programas educacionais e de comunicação, manter vigilância constante sobre como o tema está sendo tratado pelos executivos, interagir com auditores e área de gestão de riscos e assegurar a existência de respostas aos incidentes.

O que os conselheiros precisam fazer para aumentar seus conhecimentos sobre segurança cibernética?

Manter conversas profundas sobre a situação da empresa. Inclusive a estratégia de segurança cibernética da empresa, os tipos de ameaças cibernéticas que se apresentam e as características do principais ativos digitais.

Frequentar programas externos, como seminários e conferências cujo enfoque é o acompanhamento e a avaliação dos riscos cibernéticos.

Perguntar à administração sobre as medidas que outras empresas do setor adotam nesse sentido.

Consultar especialistas em segurança sobre a visão geral dos riscos, de inteligência, de ameaças, de tendências de mercado e dos ataques mais comuns, e, baseados nisso, conferenciar com a administração como a empresa trabalha esses temas.